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VIDA COM VIDA
por
Cida Borges
No solo duro batido,
Terra árida e sem vida,
Plantaram as suas sementes
E esperam pela chuva...
Um dia, dois, um mês...
Nenhuma chuva se anuncia,
E na solidão do deserto,
Na secura ressequida,
Olhando a imensidão,
Nem um verde para
Alimentar a vida
O sertanejo cansado, cansado,
Da subvida, chora com amargura,
Toda a semente perdida.
Com seu pranto molha a terra
E suas lágrimas sentidas
Caem em cascata de dor,
Sobre uma semente escondida.
E num novo amanhecer,
Levanta pra nova lida,
E com surpresa, até espanto,
Eis que brota ali a vida.
E com um novo alento,
Ergue os seus braços em prece
E agradece ao Deus querido,
Que com seu amor imenso,
Alimenta vida com vida.
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