LINKS EMOCIONAIS E OS VÍCIOS

Por Paulo Madjarof Filho

 

Café e cigarro, alimento e celebração, futebol e cerveja, balada e bebidas (e/ou drogas), e por ai vai. Você já notou como as pessoas fazem ligações entre eventos e passam a representá-los de modo indissociado?

 

Por essas associações é que muitas pessoas sentem enorme dificuldade de livrar-se dos vícios. Creio que não seria tão difícil por exemplo, um indivíduo deixar de fumar se observasse esse comportamento como um ato isolado.

 

Até pensar nisso – isoladamente – se torna difícil: fumo quando acordo, quando tomo café, quando estou ansioso, durante um exame, antes do sexo, depois do sexo, quando vou ao banheiro, quando leio, quando me sinto nervoso, quando vou à balada, quando estou com amigos, etc. Raramente a referência é simplesmente: FUMO!

 

Se você fuma, proponho que imagine a seguinte situação: Imagine-se fazendo uma visita aos seus ancestrais remotos para lhes apresentar o cigarro. Que argumentos e recursos utilizaria? O que diria a eles?

 

O fato é que os comportamentos viciantes estão relacionados a valores agregados que, necessariamente, diz respeito a eles. Quero dizer que todo tipo de vício tem o seu ritual de iniciação, que invariavelmente está ligado às emoções e valores, justificando a manutenção do comportamento. Retire os significados, desvincule as emoções, o comportamento se transforma.

Acredito que nesta hierarquia o componente orgânico ocupa apenas o posto de um soldado raso!

 
 
 
 

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