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O nosso planeta é a TERRA!
Donna Crystal
E o seu próprio nome é feminino, sugerindo que tudo o que é, ou possa vir
a ser gerado, sempre partirá de um útero materno, portanto a TERRA é uma
mãe poderosíssima.
Nós, mulheres, geramos os homens como seres e, como a nossa língua
não definiu este termo como masculino ou feminino, fica entendido que
geramos ambos.
Quero, neste meu texto, falar da nossa responsabilidade ao gerarmos o
homem como o “ser masculino”, pois querendo ou não, e com raríssimas
exceções, são eles que assumem o poder e conduzem o destino da humanidade.
Estamos vivendo hoje, em nível mundial, o início de mais uma guerra
horrorosa, na qual milhares de pessoas de quase todas as nacionalidades
estão sendo vítimas inocentes de inúmeros tipos de atrocidades
conseqüentes de qualquer guerra.
Fico aqui assistindo (pouco) e pensando (muito) no que poderia ser feito
para que se possa tirar do “homem” esta cultura, tão antiga quanto
arcaica, de que tudo deve ser resolvido na violência. Esta violência está
tão enraizada nas criaturas, que não percebemos quantas vezes em um único
dia temos ímpetos de explodi-la.
O que nos impede de explodir? A resposta é simples: nos educamos a cada
segundo para contê-la e, felizmente, na grande maioria das vezes,
heroicamente conseguimos. Alguns têm maior facilidade em contê-la, outros,
menos e, ainda, alguns simplesmente não conseguem.
Questiono a cada segundo: O que fazer para mudar a violência? Como impedir
que a luta pelo poder possa ser tão negativamente destrutiva? Como
conduzir a sociedade para uma conscientização tão simples e natural, que é
o entendimento de que somos todos iguais, filhos do mesmo PAI? Ou então,
para os que não crêem em DEUS, que somos todos feitos da mesma matéria,
que viemos da mesma origem e caminhamos todos infalivelmente para o mesmo
destino?
Perdoem a minha ignorância, mas, sendo DEUS o criador deste imenso
universo (ou ainda para os que NELE não crêem: seja como foi o universo
criado), em nenhum momento de sua criação houve uma linha divisória
dizendo: “aqui é um país que pertencerá a este povo, este outro, àquele e
aqueles outros, para tais povos...” e assim por diante.
Assim sendo, concluímos que as linhas divisórias são políticas e não vou
desconsiderar, em hipótese alguma, a utilidade desta divisão, pois ela
facilita a administração e, pela lógica, deveria proporcionar melhor
qualidade de vida para todos.
Mas ao que assistimos é o contrário: uma luta frenética, desigual, fazendo
os homens de reis a escravos, numa contradição tão evidente que somente
caracteriza a barbárie em que ainda nos encontramos em nossa fase
evolutiva.
Quero, sem nenhuma pretensão exclusa, conclamar a todas as mulheres que
são ou ainda serão mães um dia, para nos unirmos na educação moral,
societária, disciplinar e cultural dos nossos filhos. Vamos olhar para
todas as criaturas à nossa frente e tratá-las como gostaríamos que os
nossos filhos fossem tratados. Vamos criar homens fortes, carinhosos,
sensíveis com a condição do outro. Homens com poder de discernimento
voltado para a dignidade e a honradez. Vamos ensinar aos nossos filhos
que, numa disputa, muitas vezes o maior vencedor é aquele que soube voltar
atrás em suas decisões, visando não o seu poder particular ou de sua
nação, mas detentor de uma visão ampla, generosa e irrepreensível.
Vamos ensinar aos nossos filhos a importância do “ser” e a fragilidade do
“ter”. Vamos trabalhar na mais tenra infância as suas tendências negativas
e, ao ensiná-los, estaremos aprendendo. Vamos transformar o mundo partindo
dos “homens” da nossa casa.
Por favor, façamos “algo” urgentemente, para que amanhã todos possam
caminhar tranqüilos pelas ruas. Para que as divergências sejam resolvidas
com sabedoria e que não haja nenhuma necessidade de se fabricar armas.
Imaginemos que, se todo os recursos financeiros e humanos destinados para
o armamento bélico fossem desviados para a educação, cultura e saúde das
nossas crianças, estaríamos vivendo hoje uma situação onde, como mães
conscientes, ficaríamos com a dúvida: meu filho amanhã será um Gandhi,
Luther King, Hitler, Saddam Hussein, Bush ou alguém ainda melhor ou pior?
POR FAVOR, VAMOS EDUCAR E CONSCIENTIZAR NOSSAS CRIANÇAS. ESTA É A ÚNICA
SALVAÇÃO DA NOSSA ESPÉCIE!
O Mundo está
em silêncio e em lágrimas, vamos ser o grande lenço para secá-las. |