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O seu texto me fez viajar...
Interessantes as suas indagações e elas podem ser comentadas
sobre alguns aspectos, mas deixando de lado o que poderia ser e
o que eu gostaria que fosse, acredito que: O ser humano na idade
adulta, independente da sua cor, seria como a grande maioria dos
animais, lutaria pela sua sobrevivência, pois independentemente
de que planeta possa habitar, os seus instintos são natos.
Suas comunicações seriam apenas uns grunhidos que demonstrariam
satisfação ou insatisfação, e com certeza eles se apaixonariam,
pois a paixão também é instintiva.
Acredito que sim, que fariam sexo por necessidade física e
conseqüentemente pelo prazer que ele causa, e não creio que
seriam monogâmicos, pois para mim a monogamia é uma das regras
criadas pela sociedade já consciente dos riscos de contágios das
doenças e principalmente pelo sentimento de posse que um ser
humano acredita ter sobre o outro.
A organização societária também é algo instintivo, a grande
maioria das espécies se junta em grupos para defender seus
territórios, seus alimentos e a sua própria espécie.
Matariam-se com certeza, teriam cáries e creio que não seriam
obesos. A obesidade é a conseqüência da inatividade e esta está
cada vez mais presente em nossa sociedade, conseqüência das
facilidades de um mundo cada vez mais automatizado, que não
seria o caso deles.
Sim acreditariam num Deus e este seria um “Ser” invisível e sim,
cumpririam rituais.
Não saberei explicar o porquê, mas não creio que teriam gripe.
Respeitariam sim uma hierarquia, mas seria mais pela força do
que pela inteligência.
Descobririam o fogo e a roda, pois levariam consigo o
conhecimento que está na genética e talvez levasse bem menos
tempo do que nós levamos.
Sim, com certeza eu acredito que viveriam muito mais de trinta
anos, estes seres humanos se exercitariam naturalmente no seu
dia-a-dia, não se intoxicariam com conservantes e afins, e
principalmente não teriam o estresse que temos hoje, resultado
das nossas múltiplas obrigações.
E eu, este ser arrogante que sou, que não aceita ser menos que a
imagem e semelhança de Deus e que me acho a “inteligência” entre
as espécies, acredito que eles, respeitando as devidas
proporções, se comportariam praticamente como nós nos
comportamos, talvez apenas com menos hipocrisia, pois para que
houvesse diferenciações comportamentais notáveis, teria que se
mudar o ser humano e não o planeta que ele habita.
E não, eu não faço e nem demonstro tudo aquilo que eu gostaria
de fazer ou demonstrar. O principal efeito das normas e regras
em nossas vidas são os freios que nos são impostos desde o nosso
nascimento e com isto nem chegamos a nos conhecer.
Aprendemos a conter o ódio, a disfarçar os sentimentos, a calar
quando gostaríamos de gritar e a falar quando gostaríamos de
calar. Aprendemos a sorrir quando a nossa vontade é chorar e a
ficar quando a nossa vontade é fugir.
Se não tomarmos cuidado o nosso rebanho particular misto de
emocional, sentimental e físico vai se tornando um emaranhado
tamanho que conseqüentemente teremos um curto circuito.
Porém sem essas normas e regras comportamentais coletivas, cada
um fazendo o que gostaria de fazer e demonstrando o que gostaria
de demonstrar, causaria uma grande confusão e a convivência em
sociedade seria totalmente impossível. E também isto os nossos
filhotes humanos acabariam descobrindo.
comentário: Donna Crystal (17/09/2006) |