Marina Rossi
VIDA, MEDO, ROTINA…
Medo de amar, medo de sentir. Eu tenho medo de viver, também tenho medo de morrer, mas o que fazer?
Todos os dias que acordo tenho um objetivo para o meu dia, mas encontro obstáculos para não cumprir com os meus objetivos, mas mesmo assim tenho coragem para cumpri-los..
As vezes as coisas me prendem em um só dia, acho que prendi um pedaço de mim na minha infância, pois tenho medo do escuro, medo do entardecer, medo de crescer e de não encontrar uma boa saída.
Uma saída desta cadeia que é a vida, vivemos nos prendendo a ela. Tenho medo de tudo e de todos, tendo que cumprir objetivos que nos prendem a uma rotina constante, nos impedindo de ver a verdadeira vida de perto.
Viver não é apenas ter que aprender, é rir, amar, se arriscar, errar, consertar e principalmente compreender. Acho que a vida é feita de compreensões e por isto as pessoas estão cada vez mais presas ao dia a dia, muitas delas morrem sem entender a vida.
Posso ter apenas quatorze anos, mas também posso afirmar que a vida eu já entendi, pois ela eu vivo cada dia como se fosse o primeiro e o último dia da minha vida.
Marina Rossi
26/06/07


Psicólogo Clínico e Mestre em Psicologia da Saúde pela UMESP com dissertação que aborda os efeitos da sugestão pós-hipnótica sobre a memória e a atenção concentrada. Membro da AHIESP (Associação de Hipnose do Estado de SP) e do GEH (Grupo de Estudos de Hipnose da UNIFESP). Lecionou como professor convidado nos principais cursos de hipnose (AHIESP, HSPM, COGEAE).