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Tenho medo da hipnose!
por
Paulo Madjarof Filho
Embora as informações sobre
as possibilidades terapêuticas da intervenção sob hipnose sejam
cada vez maiores, ainda é comum o questionamento e a
manifestação do medo das pessoas sobre “perder o
controle” quando se está em transe hipnótico.
De fato trata-se de uma
questão bastante importante, em especial pelo fato de ser talvez
esta a condição mais atemorizante que pode enfrentar um
individuo: perder a autonomia sobre os desejos e vontades, estar
vulnerável e indefeso, enfim, desprotegido – como muitas vezes é
demonstrado nas exibições de palco.
MAIS ISSO NÃO ACONTECE
na prática clínica! Primeiro, porque a utilização da técnica de
hipnose deve ser contextualizada com a necessidade especifica da
pessoa, de forma exclusiva e individualizada. Segundo, porque na
prática terapêutica, torna-se fundamental o desenvolvimento de
estratégias que possam dar atendimento além do setting
terapêutico, ou seja, capacitar a pessoa à prática da
auto-hipnose. Terceiro, porque a hipnose só deve ser utilizada
quando se sabe onde deve ser utilizada, com a leitura
criteriosa da formação psico-emocional e dos fatores
desencadeantes da queixa/manifestação – condição necessária
fundamental do profissional da saúde que acompanha a pessoa.
NÃO EXISTE PODER –
como alguns querem fazer crer - do terapeuta sobre o individuo.
Existe sim, o poder da técnica, que bem orientada, pode promover
a saúde e restabelecer o equilíbrio de maneira geral.
Portanto, a hipnose é uma
técnica que tem se mostrado eficaz na clínica psicológica e uma
grande aliada para as intervenções terapêuticas em diferentes
tipos de desordem psico-emocional, como o estresse, a ansiedade,
a depressão, as fobias, adição e dependência, tiques e gagueira,
obesidade emocional, etc.
Para uma orientação mais
dirigida, é imprescindível o acompanhamento de um profissional
experiente, reconhecido e qualificado, para uma relação de
confiança mutua e o estabelecimento de um clima de segurança.
A hipnose pode ajudar você! |