Uma leitura de mundo contemporânea. Qual a sua?

Verussi Amorim[1]

 

Insensibilização do Mundo Contemporâneo

Não há precisão de se reportar a teorias ou a grandes pensadores e filósofos das Ciências Sociais para que se possa perceber o quanto o mundo tem-se insensibilizado, tornado-se apático e servido de lugar à pouca solidariedade entre os homens. A televisão, os jornais, os comentários no Café da esquina, todos eles anunciam esta atual saga humana: a reclusão em si, a falta de compaixão para com o outro. Em reportagem publicada na Folha Ilustrada (março de 2006), Calligaris comenta sobre outra, escrita há pouco menos de quinze dias desta, em que a jornalista descreve as reações da população à exposição de cadáveres, numa rua de bairro de classe média carioca. A cena descrita é a seguinte:

 

Nesse bairro [Engenho de Dentro], numa rua tranqüila de casas antigas e calçamento de pedras, foi abandonado um Honda Fit ‘com uma cabeça sobre o capô, e os corpos de dois jovens negros, retalhados a machadadas, no interior do veículo’.

 

Em sequência, Calligaris elenca as reações dos transeuntes, reproduzindo trechos da reportagem que lhe serviu de base:

 

‘A reação dos moradores foi tão chocante como as brutais mutilações. Vários moradores buscaram seus celulares para fotografar os corpos, e os mais jovens riram e fizeram troça dos corpos. (...) ‘Eu gritei: Está nervoso e perdeu a cabeça?’, relatou um motoboy que pediu para não ser identificado, enquanto um estudante admitiu ter rido e feito piada ao ver que o coração e os intestinos de uma das vítimas tinham sido retirados e expostos aos algozes. ‘Ri porque achei engraçado ver um corpo todo picado’.

 

Diante de uma tragédia como esta o olhar dos homens parece captar algo de cômico, algo que escapa à esfera do contágio pela compaixão diante de outro homem, exposto de forma brutal e indigna. Onde está a capacidade de horrorizar-se, de revoltar-se, de indignar-se, onde está o olhar que compartilha a dor do outro e a sente porque a compreende? O próprio Calligaris ensaia uma resposta:

 

num mundo em que a subjetividade fosse cada vez menos definida por valores, sonhos ou ideais e cada vez mais confundida com o corpo, nesse mundo, a visão da carne de decepados e torturados não seria angustiante, pois ela não ameaçaria nossa subjetividade, apenas a apresentaria num arranjo inusitado, ‘engraçado’.

 

Não havendo noção de valores morais, éticos, significados para a vida, para o convívio, para as relações, não havendo princípios ou ideais, o homem que morre à frente de outro é apenas um amontoado de carne ensaguentada, sem reações vitais, sem fôlego, sem coração. Alves (2005) aborda o tema da compaixão, que encontra-se apartada do homem contemporâneo, sinalizando que:

Compaixão, no seu sentido etimológico, quer dizer ‘sofrer com’. Não estou sofrendo, mas vejo uma pessoa sofrer. Aí, eu sofro com ela. Ponho o outro dentro de mim. Esse é o sentido do amor: ter o outro dentro da gente. (...) A compaixão é uma maneira de sentir. É dela que brota a ética (p. 01).

 

É certo que não se deve (posto a injustiça disto) analisar esta situação como um retrato literal de todo e qualquer homem: há exceções, há esperança. Entretanto, há que se pensar – e esta escrita se prestará a isto – no que acontece nos arredores deste homem, em seu entorno, em seu habitat. O que lhe acontece, em repercussão do que acontece de insensível no mundo. Há violência (e em todas as épocas históricas houve), há desvios comportamentais, mas por que e como isto tem afetado desta maneira o homem na contemporaneidade? Que características a época atual apresenta para produzir um homem cujas reações tem-se manifestado tão pouco solidárias e humanas?

Há um discurso pós-moderno (e não se trata, aqui, de discutir a real existência de uma pós-modernidade – discussão quase-sem-fim de que muitos teóricos mais bem preparados conceitualmente (BAUMAN, 2001; ROUANET, 1987; etc) têm-se ocupado) que promove a desarticulação coletiva dos homens, instalando-lhes a incerteza diante da vida:

 

Para o cidadão comum, a luta pela sobrevivência diária retira-o do envolvimento e das preocupações com o outro, com as instituições, com os valores, com os princípios, com o coletivo. Dessa forma, enfraquece movimentos sociais, instâncias coletivas de luta, associações de interesses, partidos, enfim, fragmenta e mergulha o indivíduo em um profundo narcisismo. (FREITAS, 2005: 22)

 

A instalação da incerteza no homem, que resulta deste descrédito frente aos movimentos coletivos enfraquecidos e que não ganham qualquer repercussão social ou viram um debate público, mantém o status quo, em que cada vez menos o indivíduo se acha capaz de transformar e inserir-se na realidade da qual participa. Ainda em palavras de Freitas (ibidem):

 

A incerteza cria um campo tão aversivo, que o indivíduo sente que é melhor não pensar nele e se concentrar no agora, com isso, abre-se mão do futuro e ele termina sendo planejado por outros, sem obstáculos. A impotência do indivíduo em relação ao futuro é, ao mesmo tempo, a plena potência do capital para pensar seu futuro com total ausência de limites, com total flexibilidade e liberdade (liberdade aqui entendida como possibilidade de realização de valor). (p. 22)

 

A liberdade e a autonomia do indivíduo parecem ter um limite de trânsito, para além do qual é-lhes vetada a passagem. Lasch (1986) refere-se à constituição do mínimo eu, à construção de um eu individual minimamente autônomo para pensar-se e conceber-se, e o mais flexível possível para incorporar os ditames da mídia, da moda, aliados a grandes corporações industriais. A formação do homem dá-se nivelando sua psique ao mínimo necessário, para que haja o máximo de intervenção mercadológica sobre si, alimentando e mantendo o sistema.

Desta maneira, em que os valores, os ideais, os princípios parecem perder-se na necessidade diária de seguir a moda e as inovações neste campo, consumindo modos-de-ser ditados, que tempo o homem pode ter para pensar no outro e compadecer-se dele? Que tempo pode ter para pensar e sentir suas próprias expectativas e desejos? O sistema ensina o homem a gostar de, a fascinar-se com, a desejar o que lhe convém; não ele, o homem, mas aquele. Alves (1986) assinala este aspecto ao dizer que

 

(...) o homem deve internalizar a ideologia da organização, de tal forma que, ao contar a sua própria história, vá diminuindo o enredo nascido de seus desejos e de sua imaginação e aceitando aquele que lhe é dado pela organização como se fosse a verdadeira versão da vida (p. 59)

 

Como modificar esta situação? Como esperançar o homem, o que esperar do homem, que homem se esperar? É preciso lembrar o homem de seu poder criativo, inventor de si, para que se veja menos como um a mais do que como único. Ir na contramão do ideal econômico que infertiliza a mente humana e suas criações.

 

É preciso engravidar o presente. A intenção criativa tem de tomar corpo em seu útero ‘de maneira que o presente mesmo se dê uma forma que torne possível a erupção do futuro’ (apud Pierre Furter, Educação e Vida, 1976: 61). Que devo fazer? Obstetrícia. A criação geme em trabalho de parto. Já existe uma nova vida em seu útero, e ela é a causa e nossa esperança. (ALVES, 1986: 120)

 

Tornar o homem sensível a si, ao outro, à humanidade, à natureza, ao mundo; sensibilizar o mundo, eis o ideal a ser mirado. Porque o homem necessita de beleza, de criação, de invenção:

 

(...) se reconhecemos que a necessidade de beleza deve ser satisfeita, mas que a natureza cênica e física não é o único lugar onde ela pode ser satisfeita, resgataríamos a alma, percebendo que aquilo que acontece com ela é menos dado do que feito – feito por nosso trabalho com ela no mundo real, ao fazer com que o mundo real reflita a necessidade de beleza da alma. (HILLMAN, 1993: 127) 

 

É deste lugar, em favor da apreciação da experiência, do elogio à beleza, que esta escrita pretende incitar uma discussão e iniciar o vislumbre de uma educação na contramão da que temos assistido. Uma educação que não se esqueça de que “além ou aquém da racionalização da fé, há a experiência vivida fundando a vida corrente” (MAFFESOLI, 1998: 172).

 

Arte como Leitura de Mundo

Em que consiste a leitura? O que significa ler? Que coisas estão implicadas no ato de ler? Não, não se está a referir à leitura alfabetizada, ao bê-a-bá que instrumentaliza o homem a andar nas ruas sabendo seguir placas e identificar o destino dos transportes públicos. Não a esta, mas à leitura que insere o homem no mundo, na (sua) vida, nas relações diárias: a esta, sim, quer-se fazer uma saudação e pô-la em destaque aqui.

Que leitura se faz quando, para além da letra, os acontecimentos ganham sentido e contornos diversos do que, aparentemente, demonstram ter? Como se pode aprender – e ensinar – um modo de ler o mundo? Paulo Freire (2002), ao relatar sua experiência de alfabetização lembrou-se do seu encantamento em desvendar o significado das letras, sentado no chão do quintal de casa, rodeado por mangueiras, ao som dos pássaros: “O chão foi meu quadro-negro; gravetos, o meu giz” (p. 15). O significado das palavras fora entendido juntamente com a leitura que fez de seu entorno. Ele observou seu espaço e, conhecedor de seu ambiente, transformou o graveto em instrumento de escrita e viu no chão a lousa onde pousar suas letras. Antes mesmo de ganharem sentido suas palavras, Paulo Freire já tinha sentido seu mundo, o que lhe fez avançar, imaginar para além.

Fazer este tipo de leitura, que foge à aparência, à superfície das coisas convida o homem a inaugurar a realidade, dando-lhe novos e diversos sentidos, posto que provoca o olhar a focar-se nas entrelinhas, nos interstícios dos acontecimentos, para onde os olhos infrequentemente são atraídos. Tirar o foco do aparente, do rapidamente observável, do dado prontamente: colocá-lo em suspenso, como a espreitar o que vai por sob o visto, por sob o acontecido. Leitura é isto: olhar o habitual e vê-lo diverso.

Pensando num modo de provocação dos sentidos, das certezas do homem, do modo pronto e acabado com que recebe e concebe a realidade, pensando num modo de desautomatizar a percepção humana, eis que se pensa na arte. Qual é seu princípio senão o de provocar os sentidos humanos, desestabilizá-los, caotizá-los, convidando-os a organizar de maneira própria o apresentado? A arte

 

aumenta ‘a dificuldade e a duração da percepção’, descreve o objeto ‘como se o visse pela primeira vez’ (como se não existissem já fórmulas para o descreverem) e o fim da imagem não é tornar mais próxima da nossa compreensão a significação que veicula, mas criar uma percepção particular do objeto. (ECO, 1997: 70)

 

Inaugurar a visão das coisas, transgredir o código vigente, articulando formas de criar e de inventar a realidade, lendo-a em sua polissemia e múltiplas possibilidades. O processo de desarticulação da percepção – característica das artes, em geral – é possível devido à particularidade proposta pela arte: transgressão do código vigente. Eco (1997), ao se referir à mensagem com função estética, afirma o caráter de ambigüidade que deve existir, a fim de pôr o código em desordem, possibilitando um conseqüente choque de compreensão no fruidor e tornando não imediata a interpretação do visto. Considerando isto, o autor propõe, ao se referir à mensagem estética, o termo ambigüidade produtiva, que solicita o leitor a um esforço interpretativo, à medida que lhe permite encontrar pistas textuais que irão direcionar a decodificação da mensagem, em meio à aparente desordem. É como se o artista deixasse rastros de compreensão sobre sua obra sem, entretanto, fechar o caminho reduzindo a apenas uma trilha; ele deixa possibilidades de bifurcações, que serão escolhidas por cada fruidor, em seu momento de deleite e segundo suas experiências e particularidades enquanto sujeito. Sobre isto Eco (1997) discorre:

 

O efeito de estranhamento ocorre desautomatizando-se a linguagem: a linguagem habitua-se a representar certos fatos segundo determinadas leis de combinação, mediante fórmulas fixas. De repente um autor, para descrever-nos algo que talvez já vimos e conhecemos de longa data, emprega as palavras (...) de modo diferente, e nossa primeira reação se traduz numa sensação de expatriamento, numa quase incapacidade de reconhecer o objeto (...). (p. 64)

 

A obra artística é aberta, polissêmica, o que permite interpretá-la e fruí-la de variadas maneiras, consoantes à maneira particular de cada fruidor, pois cada um, vivente de uma história única, possui um modo particular de apreender e significar as coisas. Por isso é que específicos trechos de um romance chamar-me-ão atenção, enquanto que muitos outros passarão ao largo de mim, enquanto que a você já outros trechos lhe capturarão, à medida que deixará desapercebidos outros tantos. Uma cena trágica pode me capturar, ao passo que você, leitor, pode ser fisgado pela cena seguinte, em que o mocinho é desmascarado e apresentado ao público como o grande vilão da trama. A obra de arte existe quando o fruidor entra em cena, quando ele lhe dá um sentido, pousa-lhe o olhar sobre, aprecia-a. Os sentimentos do espectador, do fruidor são chamados à pele, convocados a participar desta apreciação. O fruidor vive visceral e, portanto, realmente, a realidade encenada, encarnada pelo artista. Os sentimentos, as dores e intensas profusões de alegria vivenciados o ensinam sobre si.

 

A função das narrativas imodificáveis é justamente essa: contrariando nosso desejo de mudar o destino, nos fazem experimentar a impossibilidade de mudá-lo. E, assim, qualquer que seja a história que elas contem, contarão também a nossa, e é por isso que as lemos e as amamos. Necessitamos de sua severa lição ‘repressiva’. (...) As histórias ‘já feitas’ nos ensinam também a morrer. Creio que essa educação para o fado e para a morte seja uma das principais funções da Literatura. (ECO, 2001)

 

O convite a experienciar sentimentos e sensações pouco vividos é, em si, um convite ao sujeito dispor uma lupa sobre os acontecimentos que ora não o admirava ou lhe despertava atenção. É como se os acontecimentos acontecessem no mundo, sem qualquer ligação ou relação com o sujeito, até que algo o toque e o faça percebê-la: “a experiência é o que nos passa, o que nos acontece, o que nos toca. Não o que se passa, o que acontece, ou o que toca. A cada dia passam muitas coisas porém, ao mesmo tempo, quase nada nos acontece” (LARROSA, 2001: 02). Dispor sobre as coisas uma lente de aumento, tornando-as foco e não mero adereço de nossos dias – entupidos de negócios e afazeres – dá permissão a si e às próprias coisas para que aconteçam a nós. Para tanto,

 

a experiência, a possibilidade de que algo nos aconteça ou nos toque, requer um gesto de interrupção, um gesto que é quase impossível nos tempos que correm: requer parar para pensar, parar para olhar, parar para escutar, pensar mais devagar, olhar mais devagar, e escutar mais devagar; parar para sentir, sentir mais devagar, demorar-se nos detalhes, suspender a opinião, suspender o juízo, suspender a vontade, suspender o automatismo da ação, cultivar a atenção e a delicadeza, abrir os olhos e os ouvidos, falar sobre o que nos acontece, aprender a lentidão, escutar aos outros, cultivar a arte do encontro, calar muito, ter paciência e dar-se tempo e espaço (LARROSA, ibidem: 04).

 

Neste sentido, a arte poderia ser este expediente em que a correria do tempo e a prontidão das coisas no mundo fossem suspensas, em que houvesse tempo e espaço, como sugere Larrosa, para a apreciação e destaque das coisas que acontecem no (nosso) mundo. Sendo leitores da vida, de si mesmos, do (seu) mundo, dos homens, reportagens como a de Calligaris (2006) e de sua colega jornalista não motivarão tamanho espanto: cada homem já terá feito uma leitura desta reportagem, antes mesmo de ela ser escrita! Porque saltarão aos olhos de qualquer de nós o que se passa nas entranhas dos acontecimentos; e nossos olhos serão como um focinho farejador, que alcança bem mais longe do que pode supor seu dono!

Meira (2006) se (e nos) pergunta:

 

Como nos vemos pelo outro, como somos acariciados ou maltratados pelo outro? Como dar qualidade ao que somos ao nos relacionarmos com o que existe e se mostra a nós, aliando a superfície à profundidade mais ampla que a contém? Se pensamos assim, há estéticas que transcendem o vivido e tocam no sagrado que nos constitui.

 

Começar a ensaiar uma resposta à autora talvez seja o passo inaugural na direção do que Alves (2005) alertou sobre a compaixão humana e do que Calligaris (2006) tratou, sinalizando a morte desta instância na vida contemporânea em sociedade. Que ensaiemos respostas, outras perguntas, vislumbres de diálogo e discussão neste sentido, para que este tema não se perca num canto qualquer de nossas idéias (ou de nossa bagunça no quarto, dentre um amontoado de outros papéis) e a discussão esmoreça.

Bons ensaios!

Até a próxima!

 

Referências

ALVES, Rubem. A gestação do futuro. Trad. João-Francisco Duarte Júnior. Campinas: Papirus, 1986.

 

_____________. Meu coração fica com o coração dela. Reportagem publicada na Folha [Sinapse] em 2005.

 

BAUMAN, Zygmunt. Ser leve e líquido. IN: __________. Modernidade líquida.

Trad. Plínio Dentzien. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2001.

 

CALLIGARIS, Contardo. Apocalipse agora. Texto publicado na Folha Ilustrada de 02 de março de 2006.

DUARTE JÚNIOR, João-Francisco. Entrevista concedida à pesquisadora Verussi Melo de Amorim, e registrada em gravador digital portátil, em 11 de abril de 2006.

 

ECO, Umberto. A literatura contra o efêmero. Publicado pela Folha de São Paulo, Caderno “Mais”, de 18.fevereiro de 2001.

 

____________. A mensagem estética. IN: ECO, Umberto. A estrutura ausente. São Paulo: Perspectiva, 1997. pp. 51-66.

 

FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler: em três artigos que se completem. 43ª ed. São Paulo, Cortez, 2002. 87p.

 

FREITAS, Luiz Carlos de. Uma pós-modernidade de libertação: reconstruindo esperanças. Campinas: Autores Associados, 2005.

 

HILLMAN, James. Cidade & alma. Trad. Gustavo Barcellos e Lúcia Rosenberg. São Paulo: Studio Nobel, 1993.

LARROSA, Jorge. Pedagogia profana: danças, piruetas e mascaradas. Trad. Alfredo Veiga-Neto. 4ª ed. 1ª impressão – Belo Horizonte: Autêntica, 2003.

 

_______________. Notas sobre a experiência e o saber de experiência. Trad. João Wanderley Geraldi. Texto subsídio ao trabalho pedagógico das unidades da Rede Municipal de Educação de Campinas/FUMEC Leituras – SME – julho de 2001.

 

LASCH, Christopher. O mínimo eu: sobrevivência psíquica em tempos difíceis. São Paulo: Brasiliense, 1986.

 

MAFFESOLI, Michel. Elogio da razão sensível. Trad. de Albert Christophe Migueis Stuckenbruck. Petrópolis, RJ: Vozes, 1998.

 

MEIRA, Marly. Entrevista concedida, por correspondência eletrônica, à pesquisadora Verussi Melo de Amorim, em 19 de maio de 2006.

 

ROUANET, Sérgio Paulo. As razões do iluminismo. São Paulo: Cia das Letras, 1987.

 


 


[1] Psicóloga, Mestre em Educação pela PUC-Campinas, cuja dissertação intitula-se Por uma educação estética: um enfoque na formação universitária de professores. Trabalha na clínica psicológica.

 
 
 
 
 

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