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Uma
leitura de mundo contemporânea. Qual a sua?
Verussi
Amorim
Insensibilização do Mundo Contemporâneo
Não há precisão de se reportar a teorias
ou a grandes pensadores e filósofos das Ciências Sociais para
que se possa perceber o quanto o mundo tem-se insensibilizado,
tornado-se apático e servido de lugar à pouca solidariedade
entre os homens. A televisão, os jornais, os comentários no Café
da esquina, todos eles anunciam esta atual saga humana: a
reclusão em si, a falta de compaixão para com o outro.
Em reportagem publicada na Folha
Ilustrada (março de 2006), Calligaris comenta sobre outra,
escrita há pouco menos de quinze dias desta, em que a jornalista
descreve as reações da população à exposição de cadáveres, numa
rua de bairro de classe média carioca. A cena descrita é a
seguinte:
Nesse bairro
[Engenho de Dentro], numa rua tranqüila de casas antigas e
calçamento de pedras, foi abandonado um Honda Fit ‘com uma
cabeça sobre o capô, e os corpos de dois jovens negros,
retalhados a machadadas, no interior do veículo’.
Em sequência, Calligaris elenca as reações
dos transeuntes, reproduzindo trechos da reportagem que lhe
serviu de base:
‘A reação dos
moradores foi tão chocante como as brutais mutilações. Vários
moradores buscaram seus celulares para fotografar os corpos, e
os mais jovens riram e fizeram troça dos corpos. (...) ‘Eu
gritei: Está nervoso e perdeu a cabeça?’, relatou um motoboy que
pediu para não ser identificado, enquanto um estudante admitiu
ter rido e feito piada ao ver que o coração e os intestinos de
uma das vítimas tinham sido retirados e expostos aos algozes.
‘Ri porque achei engraçado ver um corpo todo picado’.
Diante de uma tragédia como esta o
olhar dos homens parece captar algo de cômico, algo que escapa à
esfera do contágio pela compaixão diante de outro homem, exposto
de forma brutal e indigna. Onde está a capacidade de
horrorizar-se, de revoltar-se, de indignar-se, onde está o olhar
que compartilha a dor do outro e a sente porque a compreende? O
próprio Calligaris ensaia uma resposta:
num mundo em que
a subjetividade fosse cada vez menos definida por valores,
sonhos ou ideais e cada vez mais confundida com o corpo, nesse
mundo, a visão da carne de decepados e torturados não seria
angustiante, pois ela não ameaçaria nossa subjetividade, apenas
a apresentaria num arranjo inusitado, ‘engraçado’.
Não havendo noção de valores
morais, éticos, significados para a vida, para o convívio, para
as relações, não havendo princípios ou ideais, o homem que morre
à frente de outro é apenas um amontoado de carne
ensaguentada, sem reações vitais, sem fôlego, sem coração. Alves
(2005) aborda o tema da compaixão, que encontra-se apartada do
homem contemporâneo, sinalizando que:
Compaixão, no
seu sentido etimológico, quer dizer ‘sofrer com’. Não estou
sofrendo, mas vejo uma pessoa sofrer. Aí, eu sofro com ela.
Ponho o outro dentro de mim. Esse é o sentido do amor: ter o
outro dentro da gente. (...) A compaixão é uma maneira de
sentir. É dela que brota a ética (p. 01).
É certo que não se deve (posto a
injustiça disto) analisar esta situação como um retrato literal
de todo e qualquer homem: há exceções, há esperança. Entretanto,
há que se pensar – e esta escrita se prestará a isto – no que
acontece nos arredores deste homem, em seu entorno, em seu
habitat. O que lhe acontece, em repercussão do que acontece
de insensível no mundo. Há violência (e em todas as épocas
históricas houve), há desvios comportamentais, mas por que e
como isto tem afetado desta maneira o homem na
contemporaneidade? Que características a época atual apresenta
para produzir um homem cujas reações tem-se manifestado tão
pouco solidárias e humanas?
Há um discurso pós-moderno (e não
se trata, aqui, de discutir a real existência de uma
pós-modernidade – discussão quase-sem-fim de que muitos teóricos
mais bem preparados conceitualmente (BAUMAN, 2001; ROUANET,
1987; etc) têm-se ocupado) que promove a desarticulação coletiva
dos homens, instalando-lhes a incerteza diante da vida:
Para o cidadão
comum, a luta pela sobrevivência diária retira-o do envolvimento
e das preocupações com o outro, com as instituições, com os
valores, com os princípios, com o coletivo. Dessa forma,
enfraquece movimentos sociais, instâncias coletivas de luta,
associações de interesses, partidos, enfim, fragmenta e mergulha
o indivíduo em um profundo narcisismo. (FREITAS, 2005: 22)
A instalação da
incerteza no homem, que resulta deste descrédito frente aos
movimentos coletivos enfraquecidos e que não ganham qualquer
repercussão social ou viram um debate público, mantém o
status quo, em que cada vez menos o indivíduo se acha capaz
de transformar e inserir-se na realidade da qual participa.
Ainda em palavras de Freitas (ibidem):
A incerteza cria um
campo tão aversivo, que o indivíduo sente que é melhor não
pensar nele e se concentrar no agora, com isso, abre-se mão do
futuro e ele termina sendo planejado por outros, sem obstáculos.
A impotência do indivíduo em relação ao futuro é, ao mesmo
tempo, a plena potência do capital para pensar seu futuro com
total ausência de limites, com total flexibilidade e liberdade
(liberdade aqui entendida como possibilidade de realização de
valor). (p. 22)
A liberdade e a
autonomia do indivíduo parecem ter um limite de trânsito, para
além do qual é-lhes vetada a passagem. Lasch (1986) refere-se à
constituição do mínimo eu, à construção de um eu
individual minimamente autônomo para pensar-se e conceber-se, e
o mais flexível possível para incorporar os ditames da mídia, da
moda, aliados a grandes corporações industriais. A formação do
homem dá-se nivelando sua psique ao mínimo necessário, para que
haja o máximo de intervenção mercadológica sobre si, alimentando
e mantendo o sistema.
Desta maneira, em que
os valores, os ideais, os princípios parecem perder-se na
necessidade diária de seguir a moda e as inovações neste campo,
consumindo modos-de-ser ditados, que tempo o homem pode ter para
pensar no outro e compadecer-se dele? Que tempo pode ter para
pensar e sentir suas próprias expectativas e desejos? O sistema
ensina o homem a gostar de, a fascinar-se com, a desejar o que
lhe convém; não ele, o homem, mas aquele. Alves (1986) assinala
este aspecto ao dizer que
(...) o homem deve
internalizar a ideologia da organização, de tal forma que, ao
contar a sua própria história, vá diminuindo o enredo nascido de
seus desejos e de sua imaginação e aceitando aquele que lhe é
dado pela organização como se fosse a verdadeira versão da vida
(p. 59)
Como modificar esta
situação? Como esperançar o homem, o que esperar do homem, que
homem se esperar? É preciso lembrar o homem de seu poder
criativo, inventor de si, para que se veja menos como um a mais
do que como único. Ir na contramão do ideal econômico que
infertiliza a mente humana e suas criações.
É preciso
engravidar o presente. A intenção criativa tem de tomar corpo em
seu útero ‘de maneira que o presente mesmo se dê uma forma que
torne possível a erupção do futuro’ (apud Pierre Furter,
Educação e Vida, 1976: 61). Que devo fazer? Obstetrícia. A
criação geme em trabalho de parto. Já existe uma nova vida em
seu útero, e ela é a causa e nossa esperança. (ALVES, 1986: 120)
Tornar o homem sensível a si, ao
outro, à humanidade, à natureza, ao mundo; sensibilizar o mundo,
eis o ideal a ser mirado. Porque o homem necessita de beleza, de
criação, de invenção:
(...) se
reconhecemos que a necessidade de beleza deve ser satisfeita,
mas que a natureza cênica e física não é o único lugar onde ela
pode ser satisfeita, resgataríamos a alma, percebendo que aquilo
que acontece com ela é menos dado do que feito – feito por nosso
trabalho com ela no mundo real, ao fazer com que o mundo real
reflita a necessidade de beleza da alma. (HILLMAN, 1993: 127)
É deste lugar, em favor da apreciação da
experiência, do elogio à beleza, que esta escrita pretende
incitar uma discussão e iniciar o vislumbre de uma educação na
contramão da que temos assistido. Uma educação que não se
esqueça de que “além ou aquém da racionalização da fé, há a
experiência vivida fundando a vida corrente” (MAFFESOLI, 1998:
172).
Arte como Leitura de Mundo
Em que consiste a leitura? O que significa
ler? Que coisas estão implicadas no ato de ler? Não, não se está
a referir à leitura alfabetizada, ao bê-a-bá que instrumentaliza
o homem a andar nas ruas sabendo seguir placas e identificar o
destino dos transportes públicos. Não a esta, mas à leitura que
insere o homem no mundo, na (sua) vida, nas relações diárias: a
esta, sim, quer-se fazer uma saudação e pô-la em destaque aqui.
Que leitura se faz quando, para além da
letra, os acontecimentos ganham sentido e contornos diversos do
que, aparentemente, demonstram ter? Como se pode aprender – e
ensinar – um modo de ler o mundo? Paulo Freire (2002), ao
relatar sua experiência de alfabetização lembrou-se do seu
encantamento em desvendar o significado das letras, sentado no
chão do quintal de casa, rodeado por mangueiras, ao som dos
pássaros: “O chão foi meu quadro-negro; gravetos, o meu giz” (p.
15). O significado das palavras fora entendido juntamente com a
leitura que fez de seu entorno. Ele observou seu espaço e,
conhecedor de seu ambiente, transformou o graveto em instrumento
de escrita e viu no chão a lousa onde pousar suas letras. Antes
mesmo de ganharem sentido suas palavras, Paulo Freire já tinha
sentido seu mundo, o que lhe fez avançar, imaginar para além.
Fazer este tipo de leitura, que foge à
aparência, à superfície das coisas convida o homem a inaugurar a
realidade, dando-lhe novos e diversos sentidos, posto que
provoca o olhar a focar-se nas entrelinhas, nos interstícios dos
acontecimentos, para onde os olhos infrequentemente são
atraídos. Tirar o foco do aparente, do rapidamente observável,
do dado prontamente: colocá-lo em suspenso, como a espreitar o
que vai por sob o visto, por sob o acontecido. Leitura é isto:
olhar o habitual e vê-lo diverso.
Pensando num modo de provocação dos
sentidos, das certezas do homem, do modo pronto e acabado com
que recebe e concebe a realidade, pensando num modo de
desautomatizar a percepção humana, eis que se pensa na arte.
Qual é seu princípio senão o de provocar os sentidos humanos,
desestabilizá-los, caotizá-los, convidando-os a organizar de
maneira própria o apresentado? A arte
aumenta ‘a
dificuldade e a duração da percepção’, descreve o objeto ‘como
se o visse pela primeira vez’ (como se não existissem já
fórmulas para o descreverem) e o fim da imagem não é tornar mais
próxima da nossa compreensão a significação que veicula, mas
criar uma percepção particular do objeto. (ECO, 1997: 70)
Inaugurar a
visão das coisas, transgredir o código vigente, articulando
formas de criar e de inventar a realidade, lendo-a em sua
polissemia e múltiplas possibilidades. O processo de
desarticulação da percepção – característica das artes, em geral
– é possível devido à particularidade proposta pela arte:
transgressão do código vigente. Eco (1997), ao se referir à
mensagem com função estética, afirma o caráter de ambigüidade
que deve existir, a fim de pôr o código em desordem,
possibilitando um conseqüente choque de compreensão no fruidor e
tornando não imediata a interpretação do visto. Considerando
isto, o autor propõe, ao se referir à mensagem estética, o termo
ambigüidade produtiva, que solicita o leitor a um esforço
interpretativo, à medida que lhe permite encontrar pistas
textuais que irão direcionar a decodificação da mensagem, em
meio à aparente desordem. É como se o artista deixasse rastros
de compreensão sobre sua obra sem, entretanto, fechar o caminho
reduzindo a apenas uma trilha; ele deixa possibilidades de
bifurcações, que serão escolhidas por cada fruidor, em seu
momento de deleite e segundo suas experiências e
particularidades enquanto sujeito. Sobre isto Eco (1997)
discorre:
O efeito
de estranhamento ocorre desautomatizando-se a linguagem: a
linguagem habitua-se a representar certos fatos segundo
determinadas leis de combinação, mediante fórmulas fixas. De
repente um autor, para descrever-nos algo que talvez já vimos e
conhecemos de longa data, emprega as palavras (...) de modo
diferente, e nossa primeira reação se traduz numa sensação de
expatriamento, numa quase incapacidade de reconhecer o objeto
(...). (p. 64)
A obra artística é aberta, polissêmica, o
que permite interpretá-la e fruí-la de variadas maneiras,
consoantes à maneira particular de cada fruidor, pois cada um,
vivente de uma história única, possui um modo particular de
apreender e significar as coisas. Por isso é que específicos
trechos de um romance chamar-me-ão atenção, enquanto que muitos
outros passarão ao largo de mim, enquanto que a você já outros
trechos lhe capturarão, à medida que deixará desapercebidos
outros tantos. Uma cena trágica pode me capturar, ao passo que
você, leitor, pode ser fisgado pela cena seguinte, em que o
mocinho é desmascarado e apresentado ao público como o grande
vilão da trama. A obra de arte existe quando o fruidor entra em
cena, quando ele lhe dá um sentido, pousa-lhe o olhar sobre,
aprecia-a. Os sentimentos do espectador, do fruidor são chamados
à pele, convocados a participar desta apreciação. O fruidor vive
visceral e, portanto, realmente, a realidade encenada,
encarnada pelo artista. Os sentimentos, as dores e intensas
profusões de alegria vivenciados o ensinam sobre si.
A função
das narrativas imodificáveis é justamente essa: contrariando
nosso desejo de mudar o destino, nos fazem experimentar a
impossibilidade de mudá-lo. E, assim, qualquer que seja a
história que elas contem, contarão também a nossa, e é por isso
que as lemos e as amamos. Necessitamos de sua severa lição
‘repressiva’. (...) As histórias ‘já feitas’ nos ensinam também
a morrer. Creio que essa educação para o fado e para a morte
seja uma das principais funções da Literatura. (ECO, 2001)
O convite a experienciar sentimentos e
sensações pouco vividos é, em si, um convite ao sujeito dispor
uma lupa sobre os acontecimentos que ora não o admirava ou lhe
despertava atenção. É como se os acontecimentos acontecessem no
mundo, sem qualquer ligação ou relação com o sujeito, até que
algo o toque e o faça percebê-la: “a experiência é o que nos
passa, o que nos acontece, o que nos toca. Não o que se passa, o
que acontece, ou o que toca. A cada dia passam muitas coisas
porém, ao mesmo tempo, quase nada nos acontece” (LARROSA, 2001:
02). Dispor sobre as coisas uma lente de aumento, tornando-as
foco e não mero adereço de nossos dias – entupidos de negócios e
afazeres – dá permissão a si e às próprias coisas para que
aconteçam a nós. Para tanto,
a
experiência, a possibilidade de que algo nos aconteça ou nos
toque, requer um gesto de interrupção, um gesto que é quase
impossível nos tempos que correm: requer parar para pensar,
parar para olhar, parar para escutar, pensar mais devagar, olhar
mais devagar, e escutar mais devagar; parar para sentir, sentir
mais devagar, demorar-se nos detalhes, suspender a opinião,
suspender o juízo, suspender a vontade, suspender o automatismo
da ação, cultivar a atenção e a delicadeza, abrir os olhos e os
ouvidos, falar sobre o que nos acontece, aprender a lentidão,
escutar aos outros, cultivar a arte do encontro, calar muito,
ter paciência e dar-se tempo e espaço (LARROSA, ibidem:
04).
Neste sentido, a arte poderia ser este
expediente em que a correria do tempo e a prontidão das coisas
no mundo fossem suspensas, em que houvesse tempo e espaço, como
sugere Larrosa, para a apreciação e destaque das coisas que
acontecem no (nosso) mundo. Sendo leitores da vida, de si
mesmos, do (seu) mundo, dos homens, reportagens como a de
Calligaris (2006) e de sua colega jornalista não motivarão
tamanho espanto: cada homem já terá feito uma leitura desta
reportagem, antes mesmo de ela ser escrita! Porque saltarão aos
olhos de qualquer de nós o que se passa nas entranhas dos
acontecimentos; e nossos olhos serão como um focinho farejador,
que alcança bem mais longe do que pode supor seu dono!
Meira (2006) se (e nos) pergunta:
Como nos
vemos pelo outro, como somos acariciados ou maltratados pelo
outro? Como dar qualidade ao que somos ao nos relacionarmos com
o que existe e se mostra a nós, aliando a superfície à
profundidade mais ampla que a contém? Se pensamos assim, há
estéticas que transcendem o vivido e tocam no sagrado que nos
constitui.
Começar a ensaiar uma resposta à autora
talvez seja o passo inaugural na direção do que Alves (2005)
alertou sobre a compaixão humana e do que Calligaris (2006)
tratou, sinalizando a morte desta instância na vida
contemporânea em sociedade. Que ensaiemos respostas, outras
perguntas, vislumbres de diálogo e discussão neste sentido, para
que este tema não se perca num canto qualquer de nossas idéias
(ou de nossa bagunça no quarto, dentre um amontoado de outros
papéis) e a discussão esmoreça.
Bons ensaios!
Até a próxima!
Referências
ALVES, Rubem. A gestação do
futuro. Trad. João-Francisco Duarte Júnior. Campinas:
Papirus, 1986.
_____________. Meu coração
fica com o coração dela. Reportagem publicada na Folha
[Sinapse] em 2005.
BAUMAN, Zygmunt. Ser leve e
líquido. IN: __________. Modernidade líquida.
Trad. Plínio Dentzien. Rio de
Janeiro: Jorge Zahar, 2001.
CALLIGARIS, Contardo.
Apocalipse agora. Texto publicado na Folha Ilustrada de 02
de março de 2006.
DUARTE JÚNIOR, João-Francisco.
Entrevista concedida à pesquisadora Verussi Melo de Amorim, e
registrada em gravador digital portátil, em 11 de abril de 2006.
ECO, Umberto. A literatura
contra o efêmero. Publicado pela Folha de São Paulo, Caderno
“Mais”, de 18.fevereiro de 2001.
____________. A mensagem
estética. IN: ECO, Umberto. A estrutura ausente. São
Paulo: Perspectiva, 1997. pp. 51-66.
FREIRE, Paulo. A importância
do ato de ler: em três artigos que se completem. 43ª ed. São
Paulo, Cortez, 2002. 87p.
FREITAS, Luiz Carlos de. Uma
pós-modernidade de libertação: reconstruindo esperanças.
Campinas: Autores Associados, 2005.
HILLMAN,
James. Cidade & alma. Trad. Gustavo Barcellos e Lúcia
Rosenberg. São Paulo: Studio Nobel, 1993.
LARROSA,
Jorge. Pedagogia profana: danças, piruetas e mascaradas.
Trad. Alfredo Veiga-Neto. 4ª ed. 1ª impressão – Belo Horizonte:
Autêntica, 2003.
_______________. Notas sobre a experiência e o saber de
experiência. Trad. João Wanderley Geraldi. Texto subsídio ao
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LASCH,
Christopher. O mínimo eu: sobrevivência psíquica em tempos
difíceis. São Paulo: Brasiliense, 1986.
MAFFESOLI, Michel. Elogio da
razão sensível. Trad. de Albert
Christophe Migueis Stuckenbruck. Petrópolis, RJ: Vozes,
1998.
MEIRA, Marly. Entrevista
concedida, por correspondência eletrônica, à pesquisadora
Verussi Melo de Amorim, em 19 de maio de 2006.
ROUANET, Sérgio Paulo. As
razões do iluminismo. São Paulo: Cia das Letras, 1987.
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