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HIPNOSE E A DISFUNÇÃO ERÉTIL
Por Paulo
Madjarof Filho
Descartado os aspectos de etiologia orgânica, que nos casos das
disfunções sexuais representam a menor parcela dos casos, as
disfunções sexuais masculinas, em especial a disfunção erétil, é
a razão de grande sofrimento para muitos homens, desencadeando
baixa auto-estima, depressão, apatia, e outras desordens
psicoemocionais. Trata-se de um distúrbio que afeta
indiscriminadamente homens de diferentes faixas etárias (cerca
de 5% da população mundial até 40 anos).
Antes
de mais nada, quero ressaltar que episódios de falha na ereção é
tido pelos especialistas como algo natural, não caracterizando
necessariamente uma disfunção patológica. O problema é que esses
episódios quase sempre geram um desconforto e uma preocupação,
que de tão exagerada, pode favorecer novos episódios, ai sim,
conduzindo para um problema mais sério.
Pelo
fato da sexualidade ainda ser cercada de tantos tabus, a
impotência está culturalmente ligada à força do homem, sendo
muitas vezes o rebaixamento da potencia representado como
enfraquecimento. Ainda sob a influencia cultural e às novas
exigências, cresce o apelo ao desempenho como símbolo de
masculinidade. Pílulas para aumento da potencia são usadas
indiscriminadamente, como recurso reforçador de desempenho para
o chamado – e esperado – “bom de cama”. Em grande parte
esta exigência é muito mais do homem do que da mulher, que, a
despeito da crença masculina, valoriza e considera o carinho
como elemento essencial do bom relacionamento.
A
tensão excessiva e a preocupação com o desempenho e a avaliação
do mesmo pela parceira, são as causas comumente apontadas nos
casos de disfunção erétil. Relatos de casos mostram que isso não
ocorre na masturbação pela evocação da imagem da pessoa desejada
ou mesmo pela estimulação através de imagens eróticas. Também
não acontecem nas ereções involuntárias, como a ereção noturna.
Invariavelmente essas ocorrências estão associadas a imagens
negativas em relação a si próprio e a parceira, por experiências
vividas ou imaginadas.
A
contribuição da psicoterapia com recursos de hipnose nas
disfunções sexuais está justamente na construção de uma
representação mais positiva da experiência sexual, reduzindo a
expectativa sobre a performance e valorizando o envolvimento
como um todo. Utiliza-se recursos para uma nova resposta a
partir da leitura adequada e real da experiência que faz gerar
tensão. Emprega-se por esse recurso a representação mental
positiva como a utilização de todos os sentidos presentes na
experiência sexual, reduzindo a insegurança e o medo do
fracasso.
De fato
sabemos que os problemas de ordem sexual em grande parte
originam-se no plano mental e na crença negativa e autolimitante.
A mudança desse padrão através da hipnose conduz para resposta
adequada/desejável e o equilíbrio sexual, como a auto-aceitação
e a adequação da realidade.
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