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DESFAZENDO O
EQUÍVOCO: SEU FILHO É AGITADO OU HIPERATIVO?
Vivemos hoje uma confusão, uma falta de informação juntamente
com um excesso de “psicologismo”, praticado inclusive por
pessoas muito mal informadas sobre assuntos de psicologia.
É comum crianças agitadas, arteiras, birrentas, teimosas ou com
um mal comportamento, serem confundidas e diagnosticadas pelo
ambiente em que vivem como crianças hiperativas.
Não podemos confundir problemas comportamentais com um distúrbio
sério que é a hiperatividade.
Mas, afinal de contas o que é essa tal de hiperatividade e como
diagnosticá-la?
A HIPERATIVIDADE
é uma disfunção orgânica onde
ocorre um desequilíbrio neuroquímico cerebral, provocado pela
produção insuficiente de neurotransmissores (Dopamina,
Noradrenalina) em certas regiões do cérebro. Essas regiões são
responsáveis pelo estado de vigília, atenção e pelo controle das
emoções. Esta desorganização bioquímica leva a alterações
neurofisiológicas que acarretam alterações do sono,
comportamentos agressivos, impulsivos, depressivos e os
distúrbios da atenção que podem estar associados ao quadro da
hiperatividade. (Topczewski, A. 1999).
O estado
psicológico pode muitas vezes ser o fator determinante da
hiperatividade.
DIAGNÓSTICO
: Se a criança
apresenta um conjunto de comportamentos que destoam com relação
à outras crianças é aconselhável uma investigação. O psicólogo
vai fazer um psicodiagnóstico para uma avaliação
neuropsicológica, para verificar a necessidade ou não de
encaminhar este paciente para um médico neurologista, pois
muitas vezes trata-se apenas de um problema emocional e
conseqüentemente comportamental.
No caso de haver suspeita de hiperatividade o paciente é
encaminhado ao neurologista. Muitas vezes o paciente inicia o
tratamento médico com remédio, e em hipótese nenhuma o
acompanhamento psicológico deve ser descartado, pois tanto o
paciente como seus familiares necessitam de orientação. O
paciente geralmente já é rechaçado nos ambientes em que vive,
pois é tido como inconveniente, mal educado, enfim,
insuportável, daí ser imprescindível o tratamento psicológico.
Vale a pena ressaltar que se muitos pais assumissem logo o
tratamento de seu filho na infância, não teríamos tantos
adolescentes delinqüentes.
Rosana Ap. Borges Poiani – Psicóloga
Clínica – Psicossomatista
e-mail – rabpoiani@yahoo.com.br |