FENÔMENOS PSÍQUICOS

Por Paulo Madjarof Filho

 

Ainda há uma grande resistência à aceitação dos fatos que indicam a existência dos fenômenos psíquicos paranormais. Isso se deve ao fato de que são aceitos pela ciência apenas os pontos que não violem os princípios básicos do condicionamento relacionados aos limites sensoriais – admitidos como absolutos.

 

São aceitos pela comunidade cientifica à medida que passam a ser identificados e submetidos às leis que governam estes fenômenos. Desta maneira, tudo o que não pode ser explicado passou a ser explicado – ou não explicado (!) – como inexistente, comumente atribuído ao plano do místico.

Às atividades parapsiquicas, relacionam-se um conjunto de fatos observáveis cuja descrição metodológica são ainda muito incompletas, referindo especialmente à quão incompleto é o nosso conhecimento do mundo.

 

Podemos citar alguns objetos de estudo da ciência, como a comunicação entre as abelhas e a luminescência dos vaga-lumes, cuja explicação cientifica está aquém da compreensão e complexidade do fenômeno observado. Como afirmou Marx, “É um paradoxo a Terra mover-se ao redor do Sol e a água ser composta por dois elementos altamente inflamáveis; será preciso descrever as coisas por vias novas e melhores”.

 

A contemporânea física quântica levanta questões que orientam para a construção de um novo paradigma, uma nova compreensão dos fenômenos psíquicos e da força do pensamento – que não dispõem ainda de instrumentos de precisão para sua aferição. Entretanto já é possível determinar certas características especificas dos campos eletromagnéticos e formular hipóteses sobre o possível modus operandi das faculdades mentais.

 

Por enquanto, são muitas questões e poucas respostas. E onde podemos encontrá-las?

 

Sem sair a canto algum,

Conhecer o mundo inteiro.

Sem olhar pela janela,

Descobrir o Céu e a Terra.

TAO TE CHING

Lao Tsu, Séc. VI a. C.

 
 
 
 

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