OS CAMINHOS DE ERICKSON

 

Erickson nasceu nos EUA – Nevada onde formou-se em Medicina com especialidade em Psiquiatria. Concluiu o seu mestrado sobre hipnose na Universidade de Winscosin em 1925, sob a supervisão de Clark Hull. Continuou suas pesquisas sobre hipnose vindo a lecionar mais tarde (1934-48) na Wayne State University. Erickson fundou a American Society of Clinical Hypnosis em 1957 e se tornou uma referência mundial  sobre a hipnose.

 

Ainda menino, Erickson sofreu de poliomielite tão severamente que foi desenganado por um médico que asseverou a iminência de sua morte. Parece que o fato de ter ouvido isso do médico lhe ajudou a sobreviver ao episódio, entretanto permaneceu debilitado e passou longo período de tempo em uma cadeira de rodas. A mesma determinação revelada em sua infância o conduziu a conquista dos graus em medicina e psicologia. Como psiquiatra trabalhou em várias instituições e depois como professor de psiquiatria. Posteriormente, como a fama se espalhou, foi levado para a realização de conferências e seminários sobre hipnose e psicoterapia, amealhando reconhecimento e admiração (Haley, 1991). Erickson teve uma mente forte, flexível e inteligente, fundamentada em um profundo e inabalável bom senso. Sua personalidade era saudável, não demonstrando nenhuma característica obsessiva ou qualidade neurótica que muitos dos fundadores de escolas de psicoterapia parecem ter exibido (Rosen, 1997). Algumas palavras chaves que descrevem as qualidades que Erickson trouxe a hipnoterapia são: informalidade, flexibilidade, holismo e não-dogmatismo (Zieg, 1985). Segundo Zieg, ele não se vestiu com uma aura de autoridade ou de mistério como alguns hipnotistas que o precederam, e nem usou rotinas de induções fixas. Algumas sessões poderiam parecer freqüentemente superficial por consistir em pequenas histórias e piadas. Afirma Zieg que Erickson era flexível, e há poucos sinais que tenha usado a mesma aproximação duas vezes. Adaptava a aproximação para o cliente de modo particular de acordo com a personalidade do cliente, como a experiência, idade, capacidades e condição física e social, valorizando os recursos como facilitador para as mudanças desejadas. Mostrava-se atento a tudo que existia na vida do paciente dentro e fora do consultório, fazendo uso deste recurso como parte do processo de mudança. Erickson não demonstrou qualquer base dogmática para as aproximações. Ensinou através de exemplos, por analogias e metáforas, não propondo qualquer teoria global (Zieg, 1985).  O modelo terapêutico através da hipnose proposto por Erickson, difundiu-se e difunde-se largamente como pratica corrente nos consultórios e clínicas médicas e psicológicas (Erickson & Rossi, 1994; Haley, 1991; O’Hanlon, 1987; Rosen, 1997; Zieg, 1985).

Levantamento feito por Paulo Madjarof Filho

 
 
 
 

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