DESEJO

por Fernandinho

 

Desejo uma mulher.... imagino, sinto....

Peitos firmes – parece – quentes e honestos. Será?

O jeans delineia o meu desejo...

Será verdadeiro e real?

 

Imagino de novo.... Encaixado... Dentro.

Aquecido, engolido, absorvido.

Safada... tem que ser.... Assim imagino.

Maldita (ou bendita) imaginação!

 

O olhar.... Foi o olhar!

Quando vi – primeira vez – desejei.

Já imaginei e desejei – mais uma vez...

Quis tanto e muito.

Finji... Sem dar na cara!

 

Acho que fui desejado.... Sonho? Fantasia?

Na fantasia pode.... Então me deseja, me ama.

De novo. Mais uma vez.

Finjo e represento o meu papel – Cidadão.

 

Profissional e homem... instintivo – Acho.

Certo... De quê? De meus desejos.

Gostosa – suponho. Tatuagem? Piercing?

Tornou-se irrelevante – quem diria (nunca gostei!).

 

Quero você. Quero saber como é...

Quente? Teus olhos dizem que sim!

Devo tentar? Atentar? Invadir?

Irracional, acredito que sim... Devo ser racional...

E agora?

 

Você me contou... Será verdade?

Falou sobre outro... outro homem.

Posso lhe fazer mais feliz, lhe ensinar algo que ainda não aprendeu?

A idade permite – não é condição...

Ou vou aprender? Me ensina...

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