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De-hipnose: liberte sua
mente
Paulo Madjarof Filho
Tanto temos ouvido falar (e temos dito) sobre os benefícios da hipnose na
promoção da saúde e do bem-estar, mas o que efetivamente faz/alcança um
individuo num estado hipnótico (ou transe hipnótico) que não possa
fazer/alcançar em vigília?
Entendo que a expansão de consciência é a possibilidade experimentada num
estado máximo de concentração – atribuição da hipnose – que dá ao
individuo a dimensão de suas competências – muitas vezes negada ou
desconhecida. Não há nada que o individuo faça num estado que não possa
fazer noutro, entretanto o estado hipnótico o faz reconhecer a
capacidade de realizar, orientando invariavelmente para uma nova conduta
em sua vida.
Já vem de longe e de diferentes culturas a valorização do potencial mental
como recurso transformador. De dentro para fora, o individuo pode
desorganizar-se psicológica, emocional, física e espiritualmente – bem
como se organizar. Encontramos na história cristã passagens que valorizam
a crença em si como fator fundamental de transformação. Ainda, em práticas meditativas dos iogues que
conseguem controlar as funções vitais reduzindo o metabolismo do corpo a
níveis surpreendentes.
O fato é que devemos aprender a sair da hipnose para que possamos gozar
desse estado comprovadamente favorável para um funcionamento mais saudável
sob todos os aspectos da vida de um individuo.
Tantas influências submetem a um condicionamento que conduz o homem no
transcurso da vida por uma estrada tortuosa e de difícil trafego.
Analogicamente, podemos entender que o estado alcançado por meio da
hipnose, é a oportunidade de trafegar por um período (enquanto usufruir e
fazer perdurar os efeitos) por uma estrada larga e bem sinalizada. É a
dimensão da de-hipnose, ou seja, do estado original, sem estar corrompido
pelas crenças e valores imputados e cristalizados que levam a inoperância
e ostracismo. Torna-se mister aprender os caminhos da de-hipnose para a
libertação dos grilhões que anula e reprime, que suga e esvazia. |