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BOM SENSO
por
Donna Crystal
Quando ultrapassamos as
fronteiras do bom senso, chegamos ao limite, e não importa qual
a área atingida, todo o nosso físico e emocional estarão
comprometidos.
Redirecionar nossos
pensamentos e atitudes é o único remédio eficaz contra as
prováveis conseqüências destes desgastes, porém é aí que a luta
entre a acomodação e ação positiva se debate.
Uma parte da nossa mente sabe
a necessidade e quer a mudança, mas uma outra parte conhece
todas as desculpas existentes e as aplica na tentativa de
permanecer na situação que já lhe é conhecida e que não exigirá
novos esforços.
É nesta situação que podemos
distinguir a força do bem e do mal. O bem está pedindo para
emergir e o mal exigindo em prosseguir.
O condicionamento mental é o
nosso melhor ou pior inimigo, dependendo somente de como o
utilizamos e infelizmente a grande maioria de nós
tendenciosamente constrói estados negativos na maior parte do
tempo.
Os grandes males da
humanidade traduzidos em guerras, doenças, crueldades e loucuras
são originados pela força do pensamento numa tela mental rápida
e eficiente ou construída dia após dia com elementos poderosos
tirados da raiva, tristeza, frustração ou decepção.
Não existe segredo; somos o
fruto das nossas próprias construções, mas arrogantes em demasia
para constatarmos esta evidência e inconseqüentemente atribuímos
o resultado à vontade Divina.
Porquê será que temos tantas
dificuldades em olhar para dentro de nós mesmos e encararmos os
nossos desvios propositais, permitindo que as desculpas sejam as
nossas principais aliadas? E quando analisamos os mesmos
procedimentos em outras pessoas fica tão fácil enxergar a
realidade, porquê?
Então devemos admitir que
conhecemos todas as respostas e apenas não as aplicamos a nós?
Será que este seria o maior desvio de conduta individual e
coletivo?
Cresceremos um dia como
indivíduos e como sociedade buscando o conhecimento para o bem
comum, ou até quando caminharemos neste mundo de faz de conta
tão pernicioso para o nosso crescimento interior?
Infalivelmente todos os dias
eu tenho me olhado no espelho e perguntado quem eu sou de
verdade, o que eu quero e principalmente o que estou escondendo
de mim. Inacreditável a facilidade com que minha mente encontra
forma e fórmulas para camuflar meus esconderijos.
Mas, é também muito
interessante o resultado positivo que alcançamos quando não nos
permitimos aceitar a primeira resposta que ela dá. Porém é muito
importante a assiduidade ao espelho e a importância dos “olhos
nos olhos”, só assim encontraremos as nossas verdades.
Ansiedades, medos e conflitos
são doses de veneno que ingerimos diariamente, mas devemos
considerar os benefícios da noite para a reflexão construtiva e
transformarmos todos os sentimentos negativos em aprendizado,
conseqüentemente no dia seguinte teremos chances maiores de
acerto.
A natureza, apesar de toda a
sua sabedoria e harmonia, também tem os seus períodos de
conflitos, mas aproveita o novo amanhecer para se reestruturar e
se colocar em marcha objetivando suas novas conquistas.
Ao fazermos parte integrante
da natureza devemos tirar dela as maiores e melhores lições
observando que o sol, ao nascer, deixa parta trás todas as
lembranças e brilha intensamente. Todas as manhãs ele é novo de
novo. |