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O mundo se torna cada vez menor à medida
que o desenvolvimento tecnológico permite a redução do tempo necessário
para a realização de qualquer tarefa, levando o homem em tempo recorde a
percorrer grandes distâncias. Algo impensável para os nossos avós: tomar
café em São Paulo, almoçar em Nova Iorque e jantar em Londres. Embora um
tanto excêntrico, algo possível e realizável. Por meio da Internet,
podemos nos comunicar e conhecer diferentes culturas, bem como os mais
longínquos lugarejos, tais como províncias do interior da China ou da
Rússia.
Paradoxalmente, quanto maior a distância
percorrida pelo homem através de seus recursos tecnológicos, maior o
distanciamento de si mesmo. Novas e antigas psicopatologias alarmam pela
incidência cada vez maior, especialmente nas grandes cidades. Depressão,
ansiedade, estresse, pânico e outras desordens psico-emocionais afetam
cada vez mais as pessoas tornando-as infelizes.
Historicamente, as condições atuais estão
respaldadas na própria ânsia do homem pelo poder e dominação. Incomodou a
raça humana a assertiva de Copérnico no século XVI ao declarar que a Terra
não era o centro do Universo como acreditavam, mas sim mais um planeta que
girava em torno do Sol, contrariando a teoria geocêntrica de Ptolomeu.
Copérnico sofreu perseguições até que homem, depois de sua morte, se
rendeu a sua teoria. Perdeu a raça humana um poder do qual se convencia: o
planeta Terra é apenas mais um planeta dentre tantos.
Passado o susto, reconhecendo a sua
fragilidade perante o Universo, restou ao Homem a crença sobre sua nobreza
como a mais perene das espécies, criação de Deus e dotado de inteligência
e sabedoria. Teve então mais uma vez o seu poder ameaçado quando Charles
Darwin apresentou a sua teoria evolucionista e afirmou que o homem era
apenas uma espécie evoluída, descendente dos primatas. Ameaçado e
perseguido por cometer tamanha heresia contra a soberania da
espécie humana, Darwin conduziu o homem a triste constatação (para alguns,
só mais recentemente com o Projeto Genoma): é ele Homem, apenas mais um
ser vivente dentre tantas espécies e parentes próximos e distantes.
Convencido mas não vencido, não sendo o
centro do universo e nem uma espécie distinta, declara-se o homem dono
de seu próprio nariz, ou seja, absoluto e reinante em seu universo
interior. Quando então aparece Freud e destitui o homem também deste
poder. Existe algo, denominado por Freud de inconsciente, que pode através
de estratégias terapêuticas, revelar aspectos desconhecidos do próprio
indivíduo. Nasce então a psicoterapia tal qual conhecemos.
Mas então, para quê a psicoterapia?
Para aproximar o homem de si mesmo,
tornando-o consciente de suas responsabilidades sobre o que experimenta e
sobre o que deseja transformar. Para despertar a compreensão de que o
mundo é a tradução dada pelo homem de suas representações mentais de
acordo com seus valores e crenças, amealhados ao longo de sua existência e
sob influência de sua cultura e modelos. Para ampliar o entendimento e
conduzir as soluções e o atendimento de suas reais necessidades. Para
orientar a adaptação mais eficaz e conseqüente realização. Para respeitar
e compreender suas emoções como uma característica inerente de sua
natureza. Enfim, para ser um ser consciente de seus atributos e desejos,
fantasias e necessidades. Por que não dizer, para ser mais feliz! |
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Psicoterapia e Hipnose
Ao
contrário do que se pensa, a hipnose não é uma terapia em si e sim um recurso
terapêutico bastante importante que auxilia o profissional da saúde para uma
intervenção mais eficaz. Portanto é fundamental o acompanhamento psicoterápico
para uma contextualização e compreensão da necessidade/queixa do indivíduo. Em
especial, este recurso tem sido de grande valia para casos de transtornos
fóbicos e de ansiedade, mostrando-se igualmente eficaz em muitos outros casos,
como por exemplo: Adições/Hábitos/Vícios, Tabagismo, Obesidade, Hábito de Roer
Unhas, Histerias, Insônia, Enxaqueca, Impotência, Frigidez, Depressão, Timidez
e insegurança, Dificuldade de Aprendizagem, Neuroses e Compulsões, Baixa
Auto-estima, Enurese (urinar na cama), Tiques e Gagueira, Traumas emocionais e
perdas.
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