Psicoterapia: caminho para exploração e descoberta de si mesmo

por Paulo Madjarof Filho

 

O mundo se torna cada vez menor à medida que o desenvolvimento tecnológico permite a redução do tempo necessário para a realização de qualquer tarefa, levando o homem em tempo recorde a percorrer grandes distâncias. Algo impensável para os nossos avós: tomar café em São Paulo, almoçar em Nova Iorque e jantar em Londres. Embora um tanto excêntrico, algo possível e realizável. Por meio da Internet, podemos nos comunicar e conhecer diferentes culturas, bem como os mais longínquos lugarejos, tais como províncias do interior da China ou da Rússia.

Paradoxalmente, quanto maior a distância percorrida pelo homem através de seus recursos tecnológicos, maior o distanciamento de si mesmo. Novas e antigas psicopatologias alarmam pela incidência cada vez maior, especialmente nas grandes cidades. Depressão, ansiedade, estresse, pânico e outras desordens psico-emocionais afetam cada vez mais as pessoas tornando-as infelizes.

 

Historicamente, as condições atuais estão respaldadas na própria ânsia do homem pelo poder e dominação. Incomodou a raça humana a assertiva de Copérnico no século XVI ao declarar que a Terra não era o centro do Universo como acreditavam, mas sim mais um planeta que girava em torno do Sol, contrariando a teoria geocêntrica de Ptolomeu. Copérnico sofreu perseguições até que homem, depois de sua morte, se rendeu a sua teoria. Perdeu a raça humana um poder do qual se convencia: o planeta Terra é apenas mais um planeta dentre tantos.

 

Passado o susto, reconhecendo a sua fragilidade perante o Universo, restou ao Homem a crença sobre sua nobreza como a mais perene das espécies, criação de Deus e dotado de inteligência e sabedoria. Teve então mais uma vez o seu poder ameaçado quando Charles Darwin apresentou a sua teoria evolucionista e afirmou que o homem era apenas uma espécie evoluída, descendente dos primatas. Ameaçado e perseguido por cometer tamanha heresia contra a soberania da espécie humana, Darwin conduziu o homem a triste constatação (para alguns, só mais recentemente com o Projeto Genoma): é ele Homem, apenas mais um ser vivente dentre tantas espécies e parentes próximos e distantes.

 

Convencido mas não vencido, não sendo o centro do universo e nem uma espécie distinta, declara-se o homem dono de seu próprio nariz, ou seja, absoluto e reinante em seu universo interior. Quando então aparece Freud e destitui o homem também deste poder. Existe algo, denominado por Freud de inconsciente, que pode através de estratégias terapêuticas, revelar aspectos desconhecidos do próprio indivíduo. Nasce então a psicoterapia tal qual conhecemos.

 

Mas então, para quê a psicoterapia?

 

Para aproximar o homem de si mesmo, tornando-o consciente de suas responsabilidades sobre o que experimenta e sobre o que deseja transformar. Para despertar a compreensão de que o mundo é a tradução dada pelo homem de suas representações mentais de acordo com seus valores e crenças, amealhados ao longo de sua existência e sob influência de sua cultura e modelos. Para ampliar o entendimento e conduzir as soluções e o atendimento de suas reais necessidades. Para orientar a adaptação mais eficaz e conseqüente realização. Para respeitar e compreender suas emoções como uma característica inerente de sua natureza. Enfim, para ser um ser consciente de seus atributos e desejos, fantasias e necessidades. Por que não dizer, para ser mais feliz!

 

Paulo Madjarof Filho - Psicólogo Clínico e Mestre em Psicologia da Saúde pela UMESP com dissertação sobre hipnose; Membro/Diretor/ Professor da Sociedade de Hipnose Médica de São Paulo, Membro há mais de 5 anos do Grupo de Estudos sobre Estados Alterados de Consciência da UNIFESP; Professor convidado em respeitados cursos de hipnose (COGEAE -PUC, HSPM; Palestrante em diversos Congressos e Encontros sobre Psicologia e Saúde).

Psicoterapia e Hipnose

Ao contrário do que se pensa, a hipnose não é uma terapia em si e sim um recurso terapêutico bastante importante que auxilia o profissional da saúde para uma intervenção mais eficaz. Portanto é fundamental o acompanhamento psicoterápico para uma contextualização e compreensão da necessidade/queixa do indivíduo. Em especial, este recurso tem sido de grande valia para casos de transtornos fóbicos e de ansiedade, mostrando-se igualmente eficaz em muitos outros casos, como por exemplo: Adições/Hábitos/Vícios, Tabagismo, Obesidade, Hábito de Roer Unhas, Histerias, Insônia, Enxaqueca, Impotência, Frigidez, Depressão, Timidez e insegurança, Dificuldade de Aprendizagem, Neuroses e Compulsões, Baixa Auto-estima, Enurese (urinar na cama), Tiques e Gagueira, Traumas emocionais e perdas. 

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