A INTERNET E A CRIANÇA

 por Rosana Ap. Borges Poiani

 

O uso da Internet é muito bom para todos – inclusive as crianças, desde que haja limites e responsabilidade. Nesta era de tecnologia não se pode deixar a criança de lado, pois ela também tem que acompanhar a evolução do mundo.

 

O que está acontecendo é que para os pais é mais conveniente os filhos ficarem em casa brincando na Internet ou no videogame, e é aí que a criança extrapola no uso de ambos. Não acredito em amadurecimento precoce, pois se isso ocorresse não precisaríamos estar nos preocupando com a segurança delas, elas por si só se protegeriam.

 

A Internet é boa para a criança no que diz respeito às informações, pesquisas, etc. O lado ruim, vejo apenas na quantidade de uso diário, o que tem acarretado grandes problemas psicológicos: que tipo de personalidade está sendo desenvolvida; sociais: grandes problemas de relacionamento e físicos: por exemplo o de obesidade infantil.

 

Atendo crianças e quando faço a entrevista a maioria dos pais respondem que o filho fica praticamente todo o tempo disponível entre o videogame e a Internet. Isso sim penso ser muito prejudicial, pois a criança precisa brincar, sonhar, fantasiar, e isso a Internet não propicia.

 

A criança aprende e se desenvolve, física psíquica e socialmente, interagindo com o seu mundo, se relacionando com as pessoas, percebendo modelos, etc. ... O que dizer de tudo isso se o que ela vive é uma tela à sua frente?

 

A criança precisa de limites e isso faz parte da educação. Quem tem que se ocupar disso são os pais, e de forma nenhuma ela vai se sentir invadida ou achar que os pais não confiam nela. Não acredito que possamos falar de privacidade de uma criança se ela não se basta sozinha, acredito que a criança apenas tem que ser respeitada como tal e de acordo com a sua idade. 

 

Cabe aos pais conversar com a criança, expor os perigos e dizer que tudo que fazem é para a sua formação, educação e proteção, e se eles chegarem a conclusão de que o melhor é colocar bloqueadores para segurança de seus filhos, não vejo problema nenhum. Muito pior é ficarem se preocupando com "psicologismos inúteis" e abandonarem seus filhos a própria sorte – o que  está ocorrendo muito.

 
 
 
 

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