A FORMIGA E A CIGARRA

por Donna Crystal 

Quando o dia amanhece e o sol brilha acordando e iluminando o mundo, a energia se espalha e o que fazer dela dependerá apenas de nós mesmos.

 

Então trabalhamos, corremos de um lado para o outro como as formiguinhas armazenando “coisas” como se fossemos hibernar.

 

Ao mesmo tempo as cigarras estão cantando ruidosamente pelos campos e matas, se exibindo como seres livres e felizes.

 

Dizem que no inverno elas perecem por falta de alimento e abrigo, então eu me pergunto: Nós também não morremos a cada “inverno”?

 

Quanto dura a primavera e o verão da nossa vida? Será que este período justifica tanto armazenamento e tão pouca liberdade e cantoria?

 

Quais são as nossas reais necessidades para uma vida feliz? O que é mais importante: a música, a poesia ou os inúmeros objetos que esparramamos pela casa e ainda perdemos longo tempo lustrando para que possam continuar mudos em um canto qualquer?

 

Quanto vale a pena abrirmos mão dos nossos desejos e ideais para que tenhamos uma convivência tranqüila com os compromissos assumidos em algum momento do nosso passado?

 

O maior compromisso a ser respeitado seria com as outras pessoas ou conosco? O que é certo e o que é errado nesta vida?

 

Gostaria de saber com total isenção de opiniões externas, o que eu ainda gostaria de ser: a formiga ou a cigarra?

 

Quem ouviria a minha voz caso eu optasse por ser a cigarra? O mundo me viraria as costas ou eu já teria feito a opção de virá-la ao mundo? Quem convive mais com a solidão a cigarra ou a formiga?

 

E qual das duas conhece melhor o significado da palavra saudade? Quem aproveita mais a brisa do vento e o descanso da noite? Qual delas sabe sonhar?

 
 
 
 

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